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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Minha vida segundo Capital Inicial

Faça também: Usando nomes de músicas apenas de um artista ou grupo, responda a essas perguntas. Depois, passe para 20 pessoas. Você não pode usar a banda que eu usei. Tente não repetir um título da canção. Repost como "Minha vida de acordo com (nome da banda ou artista)".



Você é um homem ou mulher?
Mulher De Fases

Descreva-se:
Boa companhia Depois Da Meia Noite
Como você se sente?
Psicopata Sob Controle

Descreva o local onde você vive atualmente:
Terra Prometida

Se você pudesse ir a qualquer lugar, aonde você iria?
Monte Castelo

Sua forma de transporte preferido:
O Passageiro

Sua melhor amiga?
Heroína

Você e seus amigos. Como são?
Pássaros De Guerra Sem Direção

Qual é o clima?
220 Volts

Hora do dia favorita:
Todas as Noites

Se sua vida fosse um programa de TV, como seria chamado?
No Mundo Da Lua

O que é a vida para você?
A Vida É Minha (Eu Faço o Que Eu Quiser)

Seu relacionamento:
Será Que É Amor?

Seu medo:
Perguntas Sem Respostas À Portas Fechadas


Qual é o melhor conselho que você tem a dar?
Não Olhe Pra Trás Vamos Comemorar

Pensamento do Dia:
Falar De Amor Não É Amar

Meu lema:
A Saga do Homo-Babaca

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

No rádio...

"Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você

Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor"
(Legião Urbana)
Bom seria se ele já pudesse amar como homem.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A realidade

A verdade está aqui, esperando para ser agarrada. Posso dizer que menti para mim mesma, posso dizer que fui boba, que me enganei e que vivi uma ilusão. Contudo, esta seria a mentira mais deslavada que já contei a mim mesma.
A unica verdade é que fui feliz demais, mais do que jamais imaginei que seria. Talvez eu tenha gastado toda a felicidade que estava reservada para toda a minha vida.
E agora é hora de acordar. É agora que devo abrir os olhos e admitir que as luzes já foram acesas para mim há muito tempo.
Não sei o que perdi primeiro, se o seu amor ou o seu carinho. Já não ganho cartas de amor, mensagens para alegrar meu dia. Já não ganho visitas surpresas e flores. Nós nos perdemos. Tenho certeza que há menos de mim para ele do que posso reconhecer.
Perdemos um ao outro durante a jornada, perdemos a paixão. Aonde está a paixão? Aonde está aquela sede incontrolavel que tinhamos um pelo outro? Eu ainda tenho. Ainda quero, ainda desejo e ainda sonho. E ele?
Admito que faz muitas coisas para me agradar, para me ver contente, e é nesse ponto que está minha ruina. Não quero perder o que ainda tenho, mas não consigo esquecer o que já se foi. Digo a mim mesma que posso lutar mais, mais e mais. Pelos dias felizes, pelo amor. Sempre vale a pena lutar por amor. Este é o meu lema.
Ontem me disseram que não preciso mudar, que posso continuar a ser essa pessoa intensa, que se entrega e se dedica a tudo que faz parte de sua vida, porém, preciso conhecer os limites. Será que cheguei no limite agora? Creio que jamais conhecerei limites, simplesmente porque não sei lidar com fins.
Mas os Deuses me deram essa alegria. Os Deuses me deram o amor que eu sempre quis. Tive meus sonhos de menina realizados. Agora é hora de crescer. Agora é hora de ser forte e de encarar que não há mais escolhas.
De encarar que o tempo venceu o amor.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vaca-ovelha

Ela voltou da faculdade no horário de sempre, mas desta vez não desceu na sua casa. Viu-se subindo as escadas do prédio do seu namorado, será que ele já havia chegado? O que diabos ela estava pensando para ir parar ali?

Resolveu que o melhor a fazer era ligar para sua mãe ir buscá-la. Pelo visto ia chover. Enquanto subia as intermináveis escadas, tentou discar os numeros. Mas o celular apagava toda hora, por alguma razão, não conseguia discar e não entendia o que estava acontecendo. Uma confusão de sons a invadiu e por alguns minutos - ou horas, ela não tinha como saber - ficou perdida entre imagens que vinham e saiam de foco antes que pudesse enxergá-las de verdade.

Uma onda fria a invadiu. Medo. Desistiu do celular e olhou a sua volta. Que estranho, não se lembrava de já ter entrado no apartamento. Entretanto, aquela sala não parecia a sala dele, era tão grande e escura. A unica fonte do brilho da lua através da janela. Tentou fazer mais luz com o inutil aparelho em suas mãos, entretanto, ele já não servia nem para isso.

Respirou fundo, incomodada. Teve o pressentimento de não estar sozinha. Tentou acender a luz, e quase praguejou a existencia escrota daquele interruptor inativo. Decidiu que o melhor a fazer era olhar em todos os cômodos para se certificar que havia alguém.

E não precisou andar muito, a mãe dele estava lá.
- Ele já voltou? - Perguntou a garota, apesar de saber a resposta.

A mulher de cabelos escuros se limitou a assentir sem nem mesmo olhá-la. Novidade. Pensou ironicamente a outra, evitando que a palavra sogra tomasse sua mente. Depois de uma inspeção breve pelo resto dos quartos, o encontrou. Bem, não parecia muito seu namorado, não estava dizendo coisas que faziam muito sentido.

Um calafrio a dominou quando pensou que este dia inteiro estava coberto de coisas que não pareciam reais. Segurou a sua mão e decidiu que precisavam sair dali, ir para casa dela, avisar sua mãe que havia voltado da faculdade para casa dele e que estava bem. Céus, quando foi que o mundo se tornou não esquisito?
Entraram num carro, embora ela não se lembrasse de como haviam chegado até ele. Ao seu lado, o garoto sustentava um olhar vago e tentava fazer seu celular funcionar. Inutil. O pai dele dirigia. Como antes, uma sucessão de imagens e sons entranhos tomou conta dela.

- Um sonho! - disse surpresa. Como não havia percebido isso antes?
- O que? - Perguntou o motorista.
- Isso é um sonho, é por isso que as coisas parecem tão esquisitas. Logo tudo voltará ao normal.
- Você está louca - concluiram os homens.
- Ora, e você acha que é possivel que aquela vaca-ovelha seja real?

Eles não responderam. Chegou a hora de descer do carro, mas como descer com aquela vaca do tamanho e cor de ovelha olhando para ela? Parecia que ia atacá-la. É um sonho, disse para si mesma, pode abrir a porta e sair que nada vai te acontecer. Abra a porta Jéssica. Abriu, desceu e caminhou de encontro a sua mãe, que estava parada com o portão de casa aberto.
A vaca-ovelha lhe lançou um olhar mal-humorado, como se dissesse: ei, estou acostumada a dar medo para as pessoas em seus sonhos. Você está estragando tudo. Mas a garota não se importou, precisava contar para mais gente que o mundo estava maluco porque aquilo era um sonho. Só que ninguém quis acreditar.

Depois de mais uma sucessão de acontecimentos irreais, finalmente conseguiu abrir os olhos. Ufa! Estava certa. Olhou no relógio e sentiu um leve mal-humor ao notar que ficou presa em seu pesadelo por 14 minutos a mais do que gostaria. E o seu estado de espirito piorou ao notar que não havia nenhuma mensagem não lida. A mensagem que estava esperando poderia te-la tirado daquela confusão.


Levantou-se sentindo-se derrotada e odiando o dom masculino de manter-se incomunicável por tempo suficiente a deixar mulheres com os nervos à flor da pele.



terça-feira, 27 de julho de 2010

Herança

As pessoas sempre me disseram que mulheres nunca devem deixar homens seguros de seu amor. Talvez eu não saiba amar. Porque quando amo, é intensamente. Não sei amar aos poucos, aos pedaços. Cada abraço, cada beijo, cada noite de amor carrega a essência do que sou e toda minha paixão.

Quando tenho amor, meu mundo possui mais estrelas do que o céu; e no entanto, me aconselharam a esconder isso. Lamento, falhei. Pois não sei ser feliz sozinha, quero que todos ao meu redor sejam felizes e jamais hesitarei em sorrir para alguém e encontrar caminhos para ser feliz.

Sou insana, estou alto nas nuvens. Disse no começo que não teria medo de quedas e alturas. Pois é. Já despenquei. O chão estava tão perto e foi tão desesperador... Rezei aos deuses, meu mundo acabaria? As luzes finalmente seriam acesas para mim?

Foram. A realidade é cruel quando pega de surpresa, porém, por ironia, eu não estava surpresa. O medo dissipou a minha nuvem, me soprou para longe, para baixo. Ali estava o meu precipício, a minha dor. Pude vê-la como é e como foi, tão igual apesar das circunstâncias serem diferentes.

Eu não aceitei sofrer, escolhi o caminho mais difícil, quando vi um pássaro voar livre no céu e percebi que compartilho sua liberdade para seguir caminhos de escolha própria, para ignorar o que as pessoas dizem que é certo. Afinal o certo para mim nunca foi como para os outros, sempre fui diferente ao caminhar e ao lidar com problemas. O coração é meu e decidi que posso protege-lo como quiser.

Mais uma vez me entreguei ao amor, viver é fazer loucuras por ele e não tenho medo algum de me arrepender, simplesmente por ser o medo a diferença entre o que pode dar certo e o que pode dar errado. Quando se tem medo, não se luta como se deve lutar, porque se olha apenas para o que pode perder e não para o que pode ganhar.

Talvez eu não saiba amar, contudo, amo.
Sou feliz assim e não aceito a herança de insistir em esperar que a vida aconteça.



Aprendo rápido, não se preocupem, tenho um plano.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Vida imperfeita

Encontrei um texto que fiz a alguns anos atrás, é só um texto. Mas gostaria de deixar registrado no blog, cara, me impressionei comigo mesma! Fantasminhas que me lêem, isso foi há muito tempo e não tem mais nada a ver comigo, ok!? Não se desesperem. Minha vida agora é quase perfeita!

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Eu o deixei em primeiro lugar na minha vida, e ele deixou um jogo em primeiro lugar na vida dele.
Eu o amei todos os dias desde que achei que ele fosse especial.

Eu disse a ele que o amava, ele disse que me amava e que eu era única. Mas ele acreditou num joguinho cretino, e não ouviu o que eu tinha a falar.
Ele foi embora, sem dizer adeus, sem dizer nada.


Então hoje eu subi as escadas de casa, procurando um motivo para continuar a pisar em cada degrau, pois quando eu chegasse la em cima, e começasse a cumprir minha rotina, ele não faria mais parte dela.
Sabe como é acordar e não ter a certeza da próxima vez que vai poder falar com o amor da sua vida?? Com aquela pessoa que sempre esteve com você quando você precisou?


Ele dizia que amava todos os dias, que precisava de mim pra viver, então um dia eu acordei e nunca mais o encontrei.
Ele nem se preocupou em mandar notícias... nem teve a consideração de procurar saber como eu estava, e eu aqui, sofrendo por ele.
Depois de tudo que passamos juntos, depois de tudo que ele me disse... aonde ele está?

Eu digo: não vou sofrer, não vou chorar.
Mas então lembro o quanto ele foi importante pra mim, e o quanto ainda é, e ele simplesmente não está aqui agora e não sei até quando.
Não há nada que eu possa fazer, não está ao meu alcance como eu imaginava.
Será que eu tenho que aceitar que de uma hora para outra acabou? É tão mais fácil quando te dizem adeus... quando justificam a sua ausência.
"Prefiro ouvir um 'não te amo mais', do que ter que aguentar o seu silêncio, e ficar imaginando o que se passa na sua cabeça."
As vezes acho que não vou suportar... porém eu não nasci com ele, e não preciso dele para viver, isto é opcional. Pena que meu coração não entende isso. Contudo, terá que entender.
Sim, faz falta... mas a vida continua.


Então eu tenho que encontrar todos os dias um novo motivo para sorrir, e dizer que está tudo bem. Na verdade não está, mas não importa mais, afinal as pessoas não verão que por dentro estou gritando, chorando e pedindo socorro... até chego a pensar, que estou me afogando dentro de mim mesma, e parte de mim se perdeu, ficou pra trás, esquecida.

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Oh! Drama de amores perdidos. O interessante de escrever sobre a sua vida é que um dia você pode olhar para suas desgraças passadas e ver o quanto elas eram pequenas. Vou contar essa história. Ele nunca me amou porcaria nenhuma e eu também não posso dizer que o amei. Fiquei triste, sim. Fiquei. Ele me encheu de mentiras, dele e minhas para mim mesma, e depois simplesmente virou as costas. Naquele momento, pareceu o fim do mundo. Doeu, mas não foi meu coração e sim o meu orgulho. Naquela época meu lado sentimental já estava abalado o suficiente para que outra pessoa pudesse me arrasar de novo.

Eu queria que ele fosse um salvador do que tinha me acontecido, porém, ele foi a minha certeza de que na vida não podemos fugir dos nossos maiores tombos, porque as pedras são maiores no caminho da fuga. Aprendi que temos que aceitar e continuar a viver a realidade. Pois, por mais que ela possa parecer cruel, nunca será cruel o bastante para valer a pena enganar a si mesmo, para aceitar uma vida de mentiras como eu aceitei nessa época. Mentindo para mim mesma que meu desejos haviam sido realizados.

Enfrentar a vida é sempre melhor, uma hora os desejos se realizam. Não completamente, claro. Afinal, os seres humanos parecem ter a necessidade de sempre querer mais de tudo e de todos.

Estranhos. Gosto disso.


Kiss, JeHh.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pra sempre ao seu lado.

Ele estava sozinho e triste entre suas irmãs alegres e saltitantes, elas pareciam o sol com seus pelos dourados atraindo a atenção de todos, ele parecia o escuro da noite; presente, mas desconsiderado. Quando a noite chega ninguém valoriza a escuridão, apenas a lua e as estrelas. As pessoas esquecem o que as permite brilhar.
Já havia perdido o interesse pela comida e pelas pessoas que passavam, já havia desistido de ser escolhido. Contudo, alguma coisa muito estranha parecia estar acontecendo, de repente o chão começou a ficar distante, paralizado num terror de principiante, o coitadinho foi colocado entre três garotas muito ansiosas.

Assim começa a história do meu cão, Flock. Infelizmente, não vou poder fazer um monumento dele para deixar em exposição, queria que todos vissem o cachorro que eu amei e amo de uma forma indiscritível.
Sinto que cada dia o perco um pouco, que o cancêr está avançando lenta e letalmente, queria poder dizer para ele ficar, queria poder fazê-lo voltar a ser filhote, o meu filhote que só aprontava, que pulava na piscina quando eu estava nadando só para me salvar, o olhar dele dizia bem: ela pode se afogar, será que vocês não estão vendo isso? Eu era a criança e ele o bebê que cuidava de mim.
Um dia prendi a cabeça dele na porta de ferro de correr, sem querer, ele gritou e eu abri imediatamente, quase chorei de remorso, quase o matei! E mesmo assim, ele tinha o cuidado de não brincar de me pular ou de morder como fazia com as minhas irmãs mais velhas. Talvez soubesse que iria me machucar.
Assim como enfrentou um escorpião, latiu e quase passou por cima dele quando eu quase pisei, meu cãozinho esperto. Bom, nem tão esperto assim, nunca vou esquecer quando, ainda filhote, apareceu com um dos lados da boca inchada, tentou mastigar uma abelha viva o mané.

Todos os dias quando me olha com carinho e alegria eu o amo mais, sempre mais. Mesmo que tenha comido minha bolinha, estragado meu espelho de bolsa, me acordado a noite inteira ou me trocado por alguma coisa mais interessante como uma costela de boi ou uma tampinha de garrafa. Eu quero que ele volte a ser filhote mesmo que tenha que ser excluida de suas brincadeiras por não querer eventualmente me ferir.
Mesmo sabendo que é impossivel, eu o abraço todas as tardes desejando que aquele momento seja eterno, que ele esteja sempre comigo, sempre me mostrando que vale a pena estar viva.
Pois a minha vida é melhor por sua causa, isso é algo que só eu e ele sabemos, é um segredo eterno guardado pela pessoa certa.


Flockinho, obrigada por ter ficado comigo na semana passada, quando eu estava triste, ter vindo direto para mim e deitado ao meu lado significou muito. Você é a unica pessoa que não precisa de palavras para me consolar. E ainda devo dizer, obrigada por todos os outros dias da sua existência que tornaram os meus dias mais felizes. Ninguém entende esse amor, ninguém pode acreditar. Mas eu sei que você sabe, e isso basta. Cresci com você e te guardarei pra sempre no meu coração.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O falso FIM.


Não lembro se já disse aqui que, se há uma coisa que pode realmente me apavorar, é o fim. Pois se não disse, grito agora: odeio finais, não sei lidar com o "nunca mais", porque ele, ao contrário do " para sempre", quando existe, nunca acaba.
Nunca pensei que fosse encontrar um final que não me causasse uma dor profunda e uma negação irracional. Pois senhores, estou diante de um. Porém, para chegar à história do fim, deve-se contar a história do começo.

Vamos a ele.
Quando o ano começou e as aulas estavam próximas a voltar, meu coração foi ficando cada vez menor. Este é um ano em que cada dia é a "ultima vez de minha velha e cômoda vida", eis o meu terror. Imaginei ficar sem entrar em um colégio, com todos aqueles adolescentes berrantes querendo controlar o mundo e uns aos outros, imaginei não ter professores dando créditos e pontos ao seus alunos ingratos, ensinando-os a ser gente e não apenas a reconhecer suas falhas, mas a concertá-las. Imaginei não estar em um ambiente cheio dessas pessoas que se importam com meu futuro por mim. Não ter quem esteja ali para me ensinar, de novo e de novo, o que meu cérebro teima em não aprender. Preguiçoso e infantil como é.
Imaginar doeu. Não posso dizer se doeu mais do que doerá quando tudo realmente acontecer, ontem dizia que sim, hoje digo que não, o amanhã quem sabe?
Ver meus amigos e colegas de sala e tentar adivinhar o que se tornarão, se nos veremos futuramente ou se trabalharemos uns com os outros, doeu também. Os amigos em dobro, é claro. Ademais, o que inflama o ferimento é a saudade antecipada. Dessa já falei, dói mais que a saudade propriamente dita.

E tudo gira em torno do tempo. O tempo que de repente resolveu passar depressa e deixar tudo o que conheço para tras, o tempo que me cobra escolhas e tinge de cinza os meus sonhos mais coloridos. E foi este mesmo cretino que tomou a minha dor, levou embora a minha saudade e transformou minha fonte de arco-iris em pesadelos. Ele fez pessoas que admirava cuspirem palavras espinhosas, fez-me ver o quão pobre de alma algumas pessoas são, e isto tornou um desprazer conviver com elas, te-las em minhas lembranças ternas. É repugnante ver que o coração que antes batia devagar para apreciar cada segundo que restava no meu "mundinho feliz", é o mesmo que bate desesperado para se livrar dele.

Esta é a história do fim. Para mim o tempo de apreciar e aproveitar pela ultima vez, acabou. O ano ainda está rolando e os dias voando, mas tudo o que eu tinha medo de deixar, me deixou. Tentei por vezes e vezes fazer tudo certo, tentei montar um momento perfeito para nos despedirmos, para que eu pudesse, naquele momento, olhar para trás e dizer: "valeu a pena". E um coro me acompanhar: "sim, valeu a pena". É devastador saber que tais palavras jamais poderão sair de minha boca, a menos que sejam arrastadas por algum sentimento apressado.

Entretanto, dentro de mim ainda há uma lágrima de indignação, sim eu quero chorar. De raiva, de mágoa, não de dor e nem tampouco de saudade. Por que furar minha trouxinha de bons sentimentos, bons desejos, bons sonhos e boas recordações?
É, meus caros, a vida não é ruim, o mundo não é, nem de longe, cruel. As pessoas é que são, e o são com o prazer que um guloso tem de devorar um bolo as escondidas.
Jéssica C. Bueno

"Tudo acaba, leitor; é um velho truísmo, a que se pode acrescentar que nem tudo o que dura dura muito tempo. Esta segunda parte não acha crentes fáceis, ao contrário, a ideia de que um castelo de vento dura mais que o mesmo vento de que é feito dificilmente se despegará da cabeça, e é bom que seja assim, para que não se perca o costume daquelas construções quase ternas."
(Dom Casmurro)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

30 de Dezembro

Não se assustem, eu sei que hoje é setembro de 2009, dia 8, mas eu estava folheando minha antiga agenda e encontrei algo que deveria ter postado aqui. Bem, talvez não deveria, mas o fato é que eu queria escrever hoje e estava sem idéias, então encontrei idéias prontas e a vantagem é que são minhas mesmo. Vou copiar exatamente como está aqui no papel.

"É o fim de mais uma agenda. Agora é hora de concluir tudo o que aprendi, e talvez eu jamais consiga concluir tudo.
O que aprendi é que a vida é simples, tão simples quanto uma caixa vazia. Há caixas de todos os tipos, cada pessoa tem um tipo de caixa, de madeira, de metal, até de porcelana ou de gesso. Mas não é a estrutura que torna uma melhor que a outra, mas sim o conteúdo.
Podemos pôr o que quisermos dentro dela, algumas pessoas buscam uma diversidade de coisas, outras apenas fazem coleção de tudo o que tem. Mas ainda há aquelas que não acrescentam nada, apenas deixam sua caixa aberta para que todos possam compartilhar o que tem.
Porém, por toda essa simplicidade, muitas vezes acabamos confundindo o contúdo e a organição do espaço dentro dela, e é por isso que nunca é tarde para mudar; para arrumar a coleção de lembranças, sentimentos, sonhos e desejos que preenchem a vida.
Aprendi que não somos nós que complicamos a vida, mas sim a vemos de uma maneira complicada. Afinal, os artistas tem razão, tudo é uma questão de perspectiva.

The End"

(Meu infinito particular - 30/12/2008)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Eu não quero ser vazia.

O carro em movimento, a musica toca sem ninguém realmente a ouvir, mas dá um clima agradável para a conversa desconfortável que se iniciou sem que se soubesse como.

V: Eu pensei muito a respeito de faculdade federal sabe... vou prestar só por prestar, porque se for para eu ir pra longe, vai dar muito gasto para o meu pai. Quase tanto quanto se eu fizer em uma faculdade particular.
JB: Também pensei nisso... - olha para fora como que buscando coragem para dizer o que a angustiava há muito tempo - Sabe V., eu também não quero ir para longe, mas não tanto pelos gastos... é só que... eu estou feliz aqui. Pela primeira vez eu estou tendo a vida que eu quero, pode ser burrice, mas não quero abrir mão disso. Eu nunca aproveitei tanto ter meus amigos ao meu lado, nunca aproveitei tanto a minha família... nunca aproveitei tanto ter um namorado...

A amiga olha para JB. com um sorriso encorajador, em seus olhos há uma mescla de prazer e compreensão.

V: Jé, é exatamente isso que eu penso. Porque eu preciso deixar meus amigos, minha família, meu apoio, a cidade que eu amo, meu namorado, para ir atrás de um futuro que talvez seja brilhante? Aqui eu sou feliz, aqui eu sou completa. - JB. concorda com entusiasmo, então afinal não estava sozinha! - Porque preciso ir para longe e ser vazia?
JB: Meus Deus, eu não sou a única que pensa assim. Não quero ir para longe, quero tentar aqui. Minha mãe jamais entenderia. Tenho medo de passar na Unesp, medo de ter que ir para longe e deixar tudo o que eu conquistei para trás. Eu tenho tudo o que sempre quis, aqui eu me sinto forte. Não pode ser tão errado querer ficar. - as palavras, como de costume, saíram atropeladas devido a empolgação que sentia. Parou para tomar fôlego e concluiu: - Também me sentiria vazia em qualquer outro lugar. Sem saber para onde ir e sem poder voltar.

Ao lado, o motorista, que por sinal é namorado da V., deu um muxoxo de impaciência:
B: Vocês se preocupam demais.
V: Não amor. A escola é que nos deixa assim!
JB: Claro, o que mais nos mata é a sensação de que se não for agora, é para nunca mais. Odeio isso.
V: Sim, concordo. Parece que eles dizem: se vocês não passarem esse ano, se não conseguirem, tudo o que vocês já aprenderam não poderá ser usado nunca mais. Foi tudo uma perda de tempo.
JB: Exatamente!!
V: Mas sabe Jé, eu já tomei mesmo a minha decisão. Vou ficar aqui, seja como for, vou lutar ao lado das pessoas que eu amo e que me fazem feliz. E se daqui a 20 anos eu olhar para trás e ver que não valeu a pena, pelo menos durante esses 20 anos eu fui feliz e estava satisfeita com o pouco que eu tinha...
JB: Sim! - vibrou ela - E daqui a 20 anos, sei que poderei encontrar outras razões para continuar satisfeita e feliz com o que eu consegui durante esse tempo. - completou a fala da amiga.

As amigas sorriram uma para outra. Compartilhavam o mesmo medo, a mesma angústia, compartilhavam, até certo ponto, dos mesmos desejos. Mas principalmente, compartilhavam e entendiam a mesma felicidade.
-- End --

Nós somos as novas caras da falência
Mais bonitos e mais jovens, mas não melhores
À prova de balas e sozinhos, ao menos
(Fall Out Boys)

Já perdi a conta de quantas vezes ouvi dizer que os jovens são os responsáveis por mudar o mundo, por fazê-lo melhor. Quantas gerações jovens já não ouviram o mesmo? E quantas realmente mudaram? Poucas. Mas existiram, há décadas talvez.
Determinação e força não é algo que se cria, nasce com a gente. Foi transmitida por nossos pais, que herdaram de seus pais.

Crescemos aprendendo que todas as regras devem ser respeitadas, somos moldados por elas. Somos filhos das falhas que caracterizam uma nação, falhas que são como rachaduras numa rocha, quanto mais o tempo passa, mais profunda ela se torna. Como mudar o mundo sem mudar quem somos? Como criar a coragem que caiu no abismo entre as rachaduras?
Sempre me dizem que preciso dar soluções em minhas redações. Mas só o que vejo quando olho pela janela, são perguntas sem respostas.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Nobody's sober

Eu não quero ser a garota que ri mais alto, ou a garota que nunca quer estar sozinha, porque só de estar sozinha com você em silêncio, já é o suficiente para que eu me sinta bem e feliz.
Não posso explicar porque me sinto dessa maneira, me sinto assim o tempo todo. E agora, com o sol me cegando, depois de ficar acordada a noite toda, eu descubro que não quero que essa história termine nunca!
Não há erros para serem cometidos novamente, essa é uma nova história, totalmente unica, não há nada para ser igual ou diferente.
Sei que estou segura aqui em cima, então porque eu sinto que essa festa acabou? Será que há algo errado?
Já não sei de onde vim, mas me sinto em casa com você. Só com você aqui. Céus, como posso me sentir bem assim tão sóbria?
Talvez a resposta não importe. Porém, pode abrir os olhos amor, e encontre as suas razões.
Você está comigo agora, e sei que não consegue encontrar o que deixou pra trás. Eu não quero ser a garota que tem de preencher o silêncio, sei que ele te assusta, porque grita a verdade.
Contudo, se parar para escutar, vai ouvir que a noite está nos chamando.
Ela diz: "vem brincar."
O que mais podemos fazer? Sei que se eu me deixar ir, sou a unica culpada.
Mas talvez a culpa não importe. Já não sei de onde vim, mas me sinto em casa com você. Só com você aqui.
Isso parece ser o suficiente. Tudo está tão bom, não há maneira de ficar mau.
Então desista de encontrar aquele antigo você.
Essa é uma nova história, totalmente unica, não há maneira de ser igual ou diferente.
(Intertextualidade de Sober - Pink, Nobody's Home - Avril Lavgine).

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Luna. Part II

Uma sombra remota a fez parar para refletir sobre sua vida.
Olhou para trás, para um passado quase presente, será que teria chegado até aquele ponto, feito o que fez, se tivesse continuado aonde estava?
A duvida corroeu suas certezas, ameaçando abalar sua segurança e trazer de volta os medos que ela acreditava estar livre. Respirou fundo e sentiu o sol acariciar sua pele. Não. Estava segura demais para se deixar levar por uma cisma momentânea.
Contudo, algo já havia se agitado dentro dela, deixando-a desconfortável. Fechou os olhos e repassou toda sua vida. Todos as suas atitudes, pensadas e não pensadas, todos os seus arrependimentos, suas dores mais profundas, os medos que já perfuraram sua alma.

Passou os olhos rapidamente pela primeira vez em que viu sua vida ser jogada de um penhasco, e do momento em que teve que se jogar atrás dela para resgatá-la. Tendo que juntar os caquinhos que restara dela, ao mesmo tempo em que seus ossos se restauravam em sua carne sangrenta. Não precisava se demorar nessa parte, ela ainda estava presente a cada minuto de sua vida. Jamais a abandonaria.
Preferiu se demorar no primeiro grito de liberdade que dera, quando sentiu o que era viver e encontrou o que há tempos estivera procurando, mesmo sem saber, as companhias eternas e passageiras que se tornaram fundamentais para sua existência. Uma dor espetou seu coração quando seu egoísmo lembrou-lhe que muitos dos momentos perfeitos dessa época estarão protegidos pela solidão do nunca mais. Foi o canto de um pássaro próximo que a salvou da força de seu ego.
E com vergonha olhou para o maior fracasso de toda sua existência, quando desistiu de gostar de viver. Quando aceitou falsas verdades para fingir que seus sonhos haviam sido realizados. Quando virou as costas para o tempo, e deixou passar o que poderia ser uma das melhores fases de sua adolescencia.
Então entendeu.
Embora essa parte pareça ter ocorrido numa outra vida, com outra pessoa, ela soube que é a parte fundamental para chegar aonde chegou. Esse fracasso afirmou todas as suas experiências, das vitoriosas às dolorosas, das irresponsáveis às mais maduras. Pela primeira vez notou que todas as suas atitudes a haviam levado aonde está e nada poderia mudar o curso que sua vida está seguindo.
Olhou atentamente para o passo que havia dado, pode ter sido grande demais para suas pernas, mas certamente a deixou no lugar certo. Esse momento não era como o antigo grito de liberdade, era como um sussurro timido que indaga: isso é ser livre?
Só depois de sentir, entendeu o que afinal é viver. Foi preciso não reconhecer o que tinha, perder tudo e refazer, ganhar luz e entrar por vontade própria na escuridão, para ter a pequena compreensão do que significa ter uma vida.
Abriu os olhos e finalmente sorriu.

"Quando desisti dos meus sonhos e desejos, tudo aquilo que sempre quis foi jogado de qualquer jeito em meus braços. Não parei para arrumar, continuei andando com aquele peso, sem abrir mão de nada, e sem saber ao certo como lidar com tudo de uma vez só.
Desconfiei do amor e mesmo assim o agarrei. Temi muitos momentos, mas mesmo assim os vivi como se fossem unicos. E me apaixonei por cada instante em que tive que fazer com toda aquela bagunça o melhor possivel."

Contudo, algo ela não confessou, e talvez jamais seja capaz de confessar, o quanto se apaixonou por seus próprios pecados.

quinta-feira, 21 de maio de 2009


"O Amor é o único sentimento que nos faz sorrir para o nada, achar lindo o que é desprovido de beleza, suspirar a todo instante sem mesmo perceber, atrair a felicidade, pois é fácil ser feliz quando se ama e sentir uma louca vontade de gritar para o mundo: Eu amo você!."
(Sobre A linguagem do amor de Petter Adams)

Sei que Sheakspeare transformaria essa história em ultra-romantismo, mas ela já é perfeito sem o desespero apaixonado, que envolve suas obras.
J.K. Rowling poderia transformar este meu mundo em magia, mas já existe algo de mágico na maneira como você me olha.
Stephen King certamente estaria entendiado, pronto para colocar terror no meu dia à clarear.

Grandes autores, sem dúvida, escrevem magnificas obras. Mas apenas grandes amantes podem contar verdadeiras histórias.
Posso não conseguir encontrar sempre as palavras certas, mas há certeza em tudo o que digo, posso rasgar os meus rascunhos, porque sei que o verdadeiro texto está em mim, posso até escrever na areia, porque sei que pelo menos o vento será testemunha.
O que tento dizer, sem conseguir esconder, é que não sei que o que é o amor. Mas não preciso saber disso para amar.

quinta-feira, 26 de março de 2009

My turn


"Estou farto de pagar minhas dívidas
Jogado o jogo "até ao fim, e perder
Então, alguém pode me dizer
Quando é que vai ser a minha vez?
Ontem, eu aprendi que o amanhã é incerto
Então por que é que não posso apenas fazer a minha vez hoje?
Eu tenho jogado sistematicamente e seguido as regras
Mas o prêmio vai para aqueles que não são devidos
Ainda ninguém pode me responder
Quando é que vai ser a minha vez? "

(D.S.R., Hoobastank)


E isso é um jogo entre Tons e Médios.
Quando as palavras já não são mais armas, mas o tom delas.
Não faz diferença o esforço e a dedicação que se teve para conseguir algo, consideração não virá de todos.
Sempre será assim no mundo, sempre haverá alguém que sorrirá para você, e cuspirá aos seus calcanhares.

Não importa quantas pessoas tem as mesmas opiniões, na sociedade em que eu vivo todos os dias, a maioria não vence. A educação não vence. Com o respeito, não lucrei nada.
[Estava errada, hoje dia 27, a maioria venceu. A educação contou MUITO e o respeito foi a cartada final.]
Hoje e somente hoje (d-26), preciso usar o EU aqui, para não destruir a casa... para não agredir ninguém... para continuar sendo racional.
Porque foi hoje que eu vi o quanto as pessoas podem ser MANIPULADORAS.
O quanto elas podem fazer mal e mau.

Não venço, mas também não luto mais. Covarde? Não. Saudável.
Lutar por um desejo é ótimo, é o que todos devem fazer, mas luto em um jogo limpo.
Podem me tirar do sério, podem me tirar do jogo também. Mas a minha educação, o meu caráter e a minha razão, isso ninguém pode tirar. Isso é uma prova para exibir com orgulho, prova de que à minha volta há aqueles que deixam coisas boas. Há aqueles que acrescentam algo à minha vida, que fizeram diferença pra mim.
Mas não importa nada que disse. Tudo pode ser distorcido. A verdade pode ser feita mentira, contudo, essa é a única que sempre virá à tona.
[E foi quando menos esperava, quando tirei minha bandeira do território, que mais me surpreendi. E fiquei feliz. Bem, talvez não haja tantas pessoas ruins a minha volta, talvez algumas simplesmente não souberam como se manifestar, talvez não sejam tão abertas e claras como eu. Ou, ainda que eu não queira acreditar nisso, talvez eu seja uma tonta que sempre espera o melhor das pessoas.]

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ja cansou de propostas, de dar respostas e ter que dar certo, até que o mundo gire ao seu redor?


"À distância você vê o paraíso, um lugar ideal
Você bem sabe que de perto
Ninguém é tão normal"
(Dois lados - Frejat)


Há quem diga que para viver é necessário se ter uma meta, saber sempre para onde ir, sem ter que olhar para os lados e parar para pensar nas curvas. Bobagem. Não há regras para a vida, apenas para os seres humanos.
Sorte deles que os cães não podem falar, pois se pudessem, certamente questionariam a necessidade de se sentar no momento em que o que precisam é correr e demonstrar sua felicidade; é isso que diz seu olhar, por que tenho que esperar para ser feliz?

Para os humanos, o sinônimo de viver é existir. É fazer, em primeiro lugar, o que o mundo espera que deve ser feito. Por que? Nem mesmo eles sabem. Não sabem por quê, afinal, lutaram por um ideal para depois se perder no meio da guerra. Não sabem porque foram intolerantes, se agora intolerância é a reação ao último desgraçado que tomou a cerveja escondida na geladeira. Não sabem por não se importarem; por não questionarem se o que são e o que tem é o que querem, ou o que aceitaram sem querer.
Contudo, a padrozinação humana do modo de viver é, por necessidade, inevitável. De outro modo, saberia a jovem que seguir o seu sonho não é uma opção que a leva para uma estrada inexorável, na qual, se errasse pagaria pelo "tempo" perdido. E sim, apenas uma escolha, uma alternativa para ser feliz dentre muitas. Saberiam os filhos, que se os pais não tivessem de ser o que todos esperam (maduros), passariam a madrugada jogando vídeo game, dando uma festa ou assistindo a um filme, sem ter medo que o sol nasça antes de irem dormir.

Todavia, diante dessa apresentação que inaugura todos os dias um novo modo para ser normal, há quem experimente a velha maneira de ser estranho, dizendo a verdade, sem se importar que ela seja considerada a razão dos insanos, afinal, oferecer à um homem flores, é aprender a colher sementes.
Portanto, não é preciso saber aonde se quer chegar, mas sim, aonde se chegou com o que se quis. Simplesmente para que, ao final, não tenha que se perguntar em que momento não valeu a pena.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Um mundo a parte

A verdade sobre as estórias é que elas abrigam almas sem corpos e essências sem espiritos. A energia que os envolve a cada pequeno e simples detalhe, não é por eles liberada, mas sim transmitida - sendo por ocasionar um sentimento ou adicionar uma lição -, sempre de um jeito diferente.

Criar uma estória é doar parte da aura transferindo assim todas as cores do próprio ser -amarelo para alegria, verde para paz, vermelho para paixão, roxo-ciúmes, vinho-ira -, entretanto, não se pode dizer que tal tarefa é fácil, pois quanto mais se entregar e acreditar naquilo que se está criando, mais dificil ficará a despedida.

Contar uma estória pode ser ainda mais intenso, pois se passa não apenas as cores e essências das almas ali existentes, como também as próprias experiências e sentimentos absorvidos destas. Contúdo, quem escreve se doa sem se importar, pois ama o que cria, e não apenas criar.

domingo, 24 de agosto de 2008

Change


E todos os dias os planos se vão; se perdem nas horas, provando que o tempo me trai. A verdade é que estou presa a uma dimensão oculta a todos; presa em mim, me prendi em algum dos meus refúgios, para fugir da monotonia do mundo, ou simplesmente, provar o novo, quando este me escapas às mãos.
Ambiguidade é o que se encontra quando me olha a fundo; minhas palavras são inúteis, morrem diversas vezes todos os dias, ficando submersas em sentimentos que se prendem dentro do meu ser. A culpa não é minha, é de uma outra que existe em mim.
Travamos uma luta diariamente, ela está me roubando, engolindo meus pensamentos, minhas palavras... extinguindo meu dom, ou simplesmente, tomando-me. "Pare. Volte. Siga em frente", mensagens ecoam em minha mente; de onde vem? Não sei.
Luta dura e injusta, poderia ficar parada por um dia inteiro, pensando, viajando, explorando meu mundo imperfeito que é perfeito, querendo mais de mim, mais da vida. Consumindo as horas, os minutos... os segundos.
Custa-me muito tomar decisões, determinação, onde está você? Certamente, segue ao meu lado, amiga fiel; mas só me ajuda quando minha meta tem um propósito. E meus propósitos, se foram a muito tempo, sem dar tchau por sinal, me entristece. Onde procurá-los? pergunto-me sempre.
Minha unica prisão, reside em mim e me detém. Meus medos não são meus, recuso-os, não preciso deles. Meus desejos, se provam desejos. A realidade, está diante de meus olhos fechados.
Abri-los? Pergunto-me porque deveria.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O despertar da natureza

Nada mais precisava ser dito, o sentimento de aprisionamento se apossou dela de uma forma tão intensa, que a deixava sufocada. Era como se estivesse presa dentro de seu próprio corpo, e sua alma tentasse inutilmente se desprender deste. Não chorava, pois não seria conveniente, sua rotina tinha a infelicidade de não mudar nunca, e a repugnacia por ela, esgotava toda a disposição que a garota possuia.
No caminho para o ponto crucial de sua rotina de estudante, ela reparou no céu quase branco a sua direita, com o horizone violeta. A lua da noite lhe sorriu, dando bom dia ao sol e esperando sua hora tardia de se deitar. Do outro lado, havia um céu azul-claro, no horizonte o sol nascia, colorindo as margens do céu de dourado.
Desejou ardentemente estar livre dos prédio e dos carros barulhentos que a cercavam, pois naquele instante percebeu que o céu era o quadro mais belo e infinito que já havia visto, o contemplou, aproveitando cada segundo da sua jornada, esquecendo de tudo a sua volta, focada na grandiosidade inocente acima dela, lamentando-se por ter a certeza de que grande parte das pessoas, estava perdendo o mais lindo espetáculo da natureza.
Antes que pudesse dizer algo às pessoas a sua volta, sua rotina fez a curva e a levou para um lugar onde o sol só aparece das 9:30 às 9:45 e depois, ao meio dia.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Livros.

"Ele trabalhava num verdadeiro frenesi, sem comer ou beber, com as mangas de sua túnica enroladas até acima dos cotovelos, para protegê-la da tinta que envoaçava de sua pena devido à ferocidade do seu escrever. Era tão intensa a sua concentração que ele mão ouvia nada a não ser o ritmo do seu poema, não via nada a não ser o papel vazio e não pensava em nada a não ser nas frases gravadas a fogo atras de seus olhos."
(Eldest - Christpher Paolini)

Não tem como não me identificar com essa parte, é exatamente assim que eu fico quando to escrevendo, mas não uso penas ;P
Escrever é a melhor das artes, com as palavras você pode dizer tudo o que pensa, sobre qualquer assunto, de um grão de areia à imensidão do oceano.
Sinto quando escrevo, que estou acrescentando alguma coisa ao mundo, mesmo que de uma forma pequena e simples.
Palavras são as minhas ferramentas mais fortes, frases são as minhas armas e usa-las é o meu destino.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Dia-a-dia

Chega uma hora, em que os acontecimentos da vida nos atingem em cheio e por mais que se resista a eles, uma parte de nós sempre é atingida. Uma parte que faz falta e que por consequência disso tentamos de todas as maneiras fazer um curativo por cima.
É como se houvesse uma nuvem diante dos olhos, sons e vozes rodeiam o interior dos pensamentos, como se quizessem barra-los por algum motivo. E cada palavra dita é como estar empurrando um elefante em uma subida, em cada pergunta feita, o elefante se torna ainda mais pesado e quando mais força se faz para em empurra-lo, maior é a vontade de deixa-lo rolar para baixo. Porém, a capacidade de permitir que isso aconteça, é quase nula, uma vez que se sabe que ele passará por cima se soltá-lo, apesar, de todos esconderem em seu íntimo, o impulsivo desejo de deixar que ele o faça, de que ele esmague todo e qualquer tipo de pensamento ou sentimento que esteja enfiado dentro do cérebro como um caco de vidro.

E quando preciso das minhas boas e reais palavras, elas não estão aqui para você.
Tudo é muito estranho, e a verdade é que não acredito e ao mesmo tempo, eu sei.