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sexta-feira, 8 de julho de 2011

BOM DIA!




Beijo na boca. Abraço. Café. Brigadeiro. Misto quente. Musica da Pink. Bate-papo. Jornalismo. Livros de fantasia. Sorriso. Risada. Deitar de conchinha. Correr. Praia. Sol. Sexo. Flores. Palavras.


É fato: pensamentos negativos atraem coisas negativas. Vamos pensar positivo todas as manhãs e quem sabe os nossos dias sejam melhores? Acordei pensando em coisas ruins, e meu dia já começou errado. Agora só vou pensar em coisas boas.

Aproveitando o momento, gostaria de dar um recado:


Para quem decidiu amar, ame com todo o seu coração. Se entregue. Entenda. Seja paciente. Acredite! Quem vive esperando que as coisas deem errado, não aproveita o que está dando certo e, claro, isto é um passo para estragar TUDO.


Para quem decidiu esquecer um amor, siga em frente sem olhar para trás. Não pense muito. Faça coisas que te agrade. Mude, o visual, seu quarto, o que for. Mude alguma coisa. Invente, use a criatividade. Ouça musicas alegres, cante, dance. Não feche o seu coração, abra-o para outras coisas... e pessoas.


Para quem não sabe se vai ou se fica, se decida! Nada causa mais dor do que a dúvida.


É isso.


Bom dia!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ela



Ela me agarra pela manhã e me prende na cama,
e em seus braços eu poderia ficar até que outro dia chegasse.

Ela me faz tomar duas xícaras de café com leite,
só para me agradar, me dar mais tempo para desfrutá-la.

As vezes ela me persegue durante a tarde,
me acompanha até em momentos íntimos.

Tem dias que ela me força a ceder todas as suas vontades,
não sei se a amo demais ou a quero fora da minha vida.

Ela me adora. Ela te adora. Geralmente vem as terças.
Não há como escapar da preguiça!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Romeu e Julieta séc. XXI

Encontrei esse texto no site pensador e achei engraçadinho. Segue:

"Sabem porque Romeu e Julieta são ícones do amor? São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno ?

Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão. Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool. Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado. Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM. Romeu não saía sexta feira a noite para jogar futebol com os amigos e só voltava as 6:00 da manhã bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta (que não era da Julieta). Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estria, celulite e histérica com muita coisa para fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado em quem ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha. Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara de Romeu no meio de um bar lotado. Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu. Romeu nunca foi numa despedida de solteiro com os amigos num prostíbulo. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela. Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério, que ela deve ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e depois teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança. Romeu não tinha uma ex-mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato para lá de ultrapassado, deixando-a sem saber onde enfiar a cara de vergonha. Por estas e outras que eles morreram se amando."
(Autor Desconhecido)

Parece que a morte dos dois lhes caiu bem, talvez para o amor, morrer seja a salvação, seja a garantia de sua eternidade. E é por isso que Romeu e Julieta impressiona, porque no fundo se admira a morte.
A maioria das mulheres reza para que a perfeição criada por Shakespeare esteja em suas vidas, porém a temem, pois sua imortalidade não vive.
Entretanto esta é a forma errada de analizar a obra, W.S. não disse: "Romeu e Julieta ficarão juntos para sempre porque seu amor é verdadeiro e isto o torna imortal", ele não quis certamente dizer que a união justifica o amor, mas sim que o amor justifica a união.
O amor não precisa de correspondência para sobreviver, basta uma única alma para amar e um pouco de luta e sacrifício para tornar isto perfeito.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Desculpa

Estou aqui vagando pela internet, no auge da minha sensibilidade inesperadamente exagerada de toda mulher, e dou de cara com Ana Carolina. É a primeira vez que presto atenção em suas letras ao invés de sua voz, são muito profundas e realistas, gosto de coisas realistas, embora seja um pouco pegasojo demais para o meu momento romantico-moderado.
Eis que encontro um poema muito interessante. Me chamou a atenção o começo, porém, só gostei do final. Não tenho nada a me lamentar da minha vida amorosa, mas vou colocar aqui justamente pelo final!
Engraçado, não é!? Na vida se atropela tantas coisas para poder começar outras, que raramente se presta muita atenção nos finais, creio que sejam mais importantes. Mostra o quanto se evoluiu ou regrediu, o quanto se esforçou ou não.
So, Let´s go:

Desculpa

Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente.
Desculpa, tudo que vivi foi profundamente
Eu te ensinei quem sou, e você foi me tirando os espaços entre os abraços
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de me inventar de novo.
Desculpa
Desculpa se te olho profundamente, rente à pele
A ponto de ver seus ancestrais nos seus traços.
A ponto de ver a estrada onde ficam seus passos.

Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.

Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente.

(Ana Carolina)

sábado, 12 de setembro de 2009

Lembra do significado de brincar na chuva?


Dói. Dói de um jeito diferente. É aquele frio na barriga, misturado com adrenalina e uma saudade tão forte que poderia derrubar uma parede, é dessas que só é sentida por quem está com as pessoas que ama pela ultima vez. E tem o medo. A pior coisa não é senti-lo, mas não saber o que fazer com ele.

Então, de repente, há a porta. A porta que se tranca para nunca mais atrás de nós, fechando nossos desejos, trancafiando parte de nossa vida em um corredor abandonado. Eles ficarão ali para sempre, para que possamos dizer: nunca mais é muito tempo, e é por isso que ele existe. Porque não importa o quão curta a vida pareça para que possamos conquistar todos os nossos sonhos, ela sempre será longa demais para o passado. Longa demais para o coração.
Este, porém, baterá ansiosamente, baterá tão forte quando a passagem se fechar que poder-se-há entender sua angustia "é o fim, mas não o meu, vou continuar batendo por você", essa é sua mensagem. Se isso não é sofrer, o que mais pode ser?

Contudo, não há mais nada a fazer. Não há como não passar pela porta, não há como impedi-la de aprisionar a eternidade. Tudo o que se terá, virá de fotos e páginas velhas de diários. Só agora é possivel entender quando os adultos diziam que essa é a melhor fase da vida. E é. Está sendo. O que resta agora é prometer uns aos outros a nunca esquecer toda essa vontade de viver, nunca esquecer as promessas de conquista, o significado de brincar na chuva.

Este é o mais importante. Pois é pelo simples prazer de estar a céu aberto quando sabe-se que poucas pessoas também estão, é abusar da saúde porque a tem, é sentir o gosto de viver um minuto como se fosse o ultimo. De mostrar à natureza que não importa o que ela faça com o tempo, sempre é possivel se divertir. Sempre é possivel brincar. Ser criança. Rir da bronca dos pais, rir dos adultos medrosos, é apenas água. É apenas vida.
O mais engraçado de tudo, é que um dia todos esquecem disso. Lembram-se apenas do que não podem mais fazer, não percebem que brincam na chuva quando arriscam o incomum. Pois essa é a essência de seu significado.
A unica questão é como guardar tudo isso quando o mundo que se conhece está prestes a mudar, como se lembrar de que ao terminar um "felizes para sempre", sempre haverá outro "era uma vez"? Essa dor transforma todo conto de fadas em filme de terror.

Não há uma solução. Mas ainda assim, há o coração. Ele baterá mesmo que várias vidas de seu hóspede se acabe, baterá até o seu fim. Até o fim do existir.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ausência.

Passar as mãos e sentir o outro lado da cama morna, cheirar uma blusa com o perfume ainda envolvente, abraçar a si mesmo e sentir o mesmo perfume, isto é sentir a ausência.
A ausência pode doer tanto quanto a saudade que um dia já foi ausência. Pois ela carrega apenas os primeiros sintomas da dor causada pela falta de quem se ama.

Sintoma Nº 1, A negação da dor:
"Quando amanhece eu luto pra continuar dormindo
Porque eu não quero deixar o conforto daquele lugar;
Porque existe uma forma de escapar
Da vida que eu vivo enquanto estou acordado "
(Higher - Creed)

Não poder estar com quem se ama é como ver o sol se por atrás das montanhas. Quem pode saber quando ele voltará? Quem pode buscá-lo?

Sintoma Nº 2, A percepção:
"Minha respiração, é o único movimento ao redor
Demonios desordenando a minha volta.
Meu rosto sem nenhuma emoção,
Acorrentado pela minha sentença"
(My own prision - Creed)

Quando tudo perde a graça e alguns sentimentos até deixam de fazer sentido, de nada adianta continuar mentindo que a ausência não faz diferença.
Todo o resto do mundo parece leviano e sem importância. Só há uma coisa que domina a mente dos apaixonados, e milhares de coisas que dominam o coração.

Sintoma Nº 3, A rendição:
"[...] da noite para o dia,
Nós somos incompletos e ocos.
Quem é o responsável?
Nós certamente derretemos na chuva.
Esta tranquilidade é tão sem vida,
Sem espírito na tua alma.
Como crianças sem perspectivas,
Fazendo exatamente o que lhes disseram"
(Creed)

Chega uma hora em que lutar contra a dor não é mais viável. Não é necessário ter calma, porque amar é se entregar. E se entregar é aceitar a vida da maneira como ela lhe aparece, aprendendo a guiá-la de acordo com seus desejos, e moldá-la de acordo com seus limites.
A ausência é a confirmação de que um dia, a pouco tempo, o amor esteve ali, abraçando-lhe e sussurrando palavras de sonhos. Não há como fugir dela. Não há como não senti-la e adorá-la em todo o seu insano sadismo de paixão.

"Encontrei uma razão pra mim
Para mudar quem eu costumava ser
Uma razão pra começar tudo de novo
E a razão é você."
(The Reason - Hoobastank)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Um pouco de trevas

Ontem a chuva escorreu o meu bom dia, hoje amanheceu chovendo. Talvez eu não goste do tempo fechado e chuvoso porque ele me intimida. É melancólico, e estar consigo mesmo parece muito mais estar sozinho do que nos dias de sol. Ninguém poderá me convencer que pode existir o lado bom, para mim, ser prisioneira do tempo nunca será um prazer.
Frio, trevas, não-vida e um laço.



Me faz lembrar que um dia a morte falou:

"Eu não carrego gadanha nem foice.
Só uso um manto preto com capuz quando faz frio.
Eu não tenho aquelas feições de caveira que vocês
parecem gostar de me atribuir à distância.
Quer saber a minha verdadeira aparencia?
Eu ajudo. Procure um espelho enquanto eu continuo."
(A menina que roubava livros)

A verdade é que somos todos assassinos. Nem todos de almas, é claro. Mas sempre matamos o que precisa existir. Começando pela confiança, essa é a que mais morre.
Os seres humanos vivem buscando-na, tanto em si mesmo quanto nos outros, pena que poucos sabem que já a possuem, e os que sabem matam-na sempre que precisam tomar uma decisão por si só. Se a Confiança falasse, certamente questionaria o medo de arriscar conscientemente. Afinal, tudo o que fazemos é um risco, só não temos consciência disso o tempo todo.

O Próximo da lista é a Paz. Não há muito o que dizer sobre ela, alguns acham que não nasce mais, outros pensam que se escondeu para não ser esbofeteada até a morte. A maioria nunca ouviu falar.

A Fé vem logo atrás. Causa da morte: cancêr.
É evidente que não matamos a fé porque queremos, vai morrendo aos poucos sem que nos demos conta. Uma palavra ali, o tumor surge. Uma raiva aqui, ele se espalha. Uma decepção, estado terminal. Pip. piiii...

E então, a Esperança. Não a matamos de fato, mas a deixamos morrer.
Talvez ao pularmos no mar, esquecemos de tirá-la de lá, ou a deixamos cair no ralo enquanto tomamos banho.
Houve um homem que sentou-se ao lado dela numa praça, seu celular tocou e ele saiu correndo, deixando-a sozinha. A esperança não correu atrás dele, ficou esperando-o voltar, naquela praça, naquele banco. Ele não teve tempo de ir lá. Alguém a viu.

Por ultimo, o Amor. O que? Pensaram que a esperança é a ultima que morre? Quem disse isso estava vivo.
O Amor nasce e morre conosco. É verdade que as vezes ele se esconde, pensamos que nos abandonou, mas é bobagem. Ele gosta de brincar, o amor nunca vira adulto. Porém, como toda criança, nunca abandona seus pais e depende deles para existir.
Não é à toa que dizem que somos eternos amantes. Só deixamos de amar quando deixamos de viver. Porque, ao menos, amamos à vida até o ultimo momento.
Há quem diga que a odeia e prefere morrer. Entretando, apenas os que nada disseram a trocaram pela morte.

Não pensem que esqueci da Felicidade. Porém, o fato mais curioso e engraçado, é que a felicidade é imortal. Ela pode mudar e tingir-se, é quando a chamamos de tristeza. As vezes nós mesmos somos responsáveis por sua transformação. Mas, ao contrário de tudo o que é para sempre, a felicidade não é imutável. Por isso, constantemente reassume a sua forma original. Aquela que nos faz sorrir e desejar que nossos assassinatos sejam mentiras. Aquela que nos mostra que podemos dar vida ao que matamos. E damos.
Só para matá-las de novo.
Aposto que se pudessem gritar, os mortos diriam: Aproveite enquanto tudo pode reviver. Aproveite enquanto não é para nunca mais.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O que se espera do tempo?

Esperar é o que todo mundo faz. Espera para poder comprar um carro, para poder fazer algo que gosta. Espera ser promovido. Espera onibus. Espera o momento certo.
Quem não espera é apressadinho demais. Imaturo. Irresponsável.
Quem só espera, não sabe viver. É lento. Não tem perspectiva.
A sociedade passa o tempo julgando cada individuo, não pelo que ele faz ou por quem ele é, mas pelo quanto ele espera e como usa o tempo de esperar. A verdade é que vivemos buscando mais tempo para podermos continuar à espera de nossos desejos.

Tempo. O senhor da vida. É comum se ouvir dizer que os seres humanos passam por várias fases durante a vida. Bobagem. Eles passam por mudanças de tempo, pois passam a querer fazer mais coisas de uma vez só. Contudo, por uma estranha razão, este está sempre em falta. O que ocasionalmente os obriga a esperar para concluir tudo o que precisam fazer.

Também não é incomum à alusão que se faz de que o tempo é retilinio, composto por passado, presente e futuro. Mentira. Não há nada mais cíclico do que o nosso senhor. Pois este não é definido pelos fatos que o marcam, mas pela rotina incessante de minutos formados por 60 segundos e horas formadas por 60 minutos, pela insuportável ligação que há entre a hora de dormir e a hora de acordar, pelo desgraçado momento em que se tem que fazer a mesma coisa de ontem, do dia anterior, e do outro... Porém, defini-se principalmente, pela constante regra de esperar.
Aqueles que dizem que a unica coisa que se espera do tempo, é mais tempo para fazer tudo o que precisam, enganam-se. Pois só que fazem é esperar. Esperam do tempo mais tempo para esperar. Esperam sempre, a hora certa de amar, de confiar, de beijar.



Esperam viver.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Fuga


O que seria melhor do que estar longe daqui?
Subir num ônibus e ir pra qualquer lugar que tenha sol; o sol não aquece apenas o corpo, aquece também a alma.
É certo que não se pode dizer que é apenas ele o responsável pelo quente bem-estar, mas as lembranças que a sensação de seu calor traz.

Tranquilidade. Paz. Equilíbrio. Harmonia. Confiança. Força. Certezas. Poder.

E se não é permitido estar em sua presença, que se esteja em um lugar onde é possível recordar-se dele com maior precisão. Praia; um lugar longe daqui.
Um espaço aonde é possível organizar as idéias sem que se tenha que rever conceitos cada segundo do dia. Aonde tudo o que há são as verdadeiras dúvidas do ego, e não as dúvidas do super-ego (voz da sociedade).
Espaço no qual é permitido correr sem justificativas. E para que correr? Para ter, mesmo que por alguns segundos, a sensação de que é possível deixar os medos para trás.
Sendo dessa forma, que fique também para trás as lembranças. Não por temer o passado, mas por exitar acrescentar mais fins nele.

Fim. Poder-se-há algum dia defini-lo? O dicionário o explica como conclusão. Porém, há muitos fins sem conclusão, como o final da vida de uma flor, que não encerra a sua existência. Concomitantemente, há começos concluídos, como o casamento, que é o inicio de um objetivo cumprido.
Logo, só o que se pode afirmar a respeito do fim é que ele está presente em todos os momentos da vida, separando-os uns dos outros, guardando-os no coração, para que se tente deixá-los para trás, correndo em um lugar longe daqui.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Afinal, será que amar é mesmo tudo?

Todos os corações são livres. Essa é a única essência da liberdade particular de cada um.
Pode-se prender um corpo, uma alma e até mesmo, uma lágrima ou um sorriso. Mas não se pode delimitar um sentimento.
Sentir é viver antecipadamente, sem precisar de um endereço e de uma causa; é dizer para si mesmo aquilo que se quer gritar para o mundo.
Porém, amar é abdicar à unica liberdade que nunca precisou ser conquistada. É dizer a todos que por doar seu coração, ganhou algo muito melhor em troca. Amor. Amor?

Não. O desconhecido. Pois se nem mesmo Luís Vaz de Camões conseguiu livrar-se da antítese do tal, como pode o ser humano, sendo padronizador, confiar à maior incógnita da vida a sua maior preciosidade, a liberdade?

Talvez, sem amor, o indice de mortalidade diminua, as pessoas sofreriam menos, não teriam que buscar mais de uma vez durante a vida um novo ponto para recomeçar, quando sua liberdade for bruscamente devolvida. Quando já não se sabe mais lidar com ela.
Não amar seria continuar sempre no mesmo caminho, sem ter que reajustar a própria vida por vezes e vezes, só para que no final, ela precise ser reajustada novamente.
Ou talvez porque, sem amor, andar nos trilhos de um trem não seria uma brincadeira perigosa; talvez morrer fosse apenas deixar de existir, não seria deixar ninguém, não causaria dor a ser algum.
Não amar seria nunca se arriscar; nunca ter que se preocupar com O Alguém.
Jamais esperar para receber um telefonema ao final do dia, simplesmente para ouvir as três palavras tradicionais, que não importa quanto tempo passe, nem o quanto o mundo mude, sempre causará o mesmo efeito nas pessoas. Eu te amo.

Então, é claro que o amor não é necessário, ele é apenas um elemento.
Amar é que é essencial, para tudo, para todos.
Por que? Pode ser que Jota Quest é que esteja certo quando diz que "Amar não é ter que ter sempre certeza", não é preciso entender o amor, ele não é nada.

Amar é mesmo tudo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Cada dia



Vou dormir uma noite inédita e ter um sonho real, pois a realidade é que é um sonho, onde falamos o que queremos, fazemos o que devemos e vivemos porque aprendemos. Já nos sonhos, tudo sim é espontâneo, surge além do nosso controle e lá, somente lá, vive-se por viver.
Dizem que é comum confundir sonhos com realidade, mas a verdade é que se confunde a realidade com sonho. Quando se acorda pela manhã, na verdade, se está indo dormir e deixando o verdade 'eu', aquele que age sem razão, profundamente inconciente dentro de si.
Logo, terá um dia propenso a muitas coisas, uma vez que pode ser bom e quente, ou chato e frio, e até mesmo chato e quente, ou bom e frio, tudo depende da vontade do tempo e do que se faz com ele, mas sempre haverá previsões. E sempre se viverá cumprindo planos e obedecendo as leis invisiveis do planeta, extinguindo aqueles momentos que acontecem inesperadamente e sem motivo algum.

Dormirei uma noite que ainda não existe, pois só irá existir quando eu estiver dormindo, fazendo de uma vez por todas, de forma conciente o que mais desejo, e não desejaria se estivesse inconciente.
Óh! Tudo se torna confuso para aqueles que buscam exatidão, pois esta não existe. De ambiguidade é feito o mundo e são ambiguos todos os que vivem nele. Pois tudo que é, pode não ser, ao passo que pode tornar-se. Portanto acordar, pode ser dormir e dormir, pode ser viver, mas o que importa mesmo, é agarrar cada minuto do tempo, seja acordado, ou dormindo, sendo verdadeiro, ou sendo outro. Pois para tudo há dois lado, mas para cada um, há apenas uma escolha.

domingo, 10 de agosto de 2008

Ser

Se sou real, é algo discutivel;
Meu mundo é fantasia;
O que sou, quem sabe, certamente não entende.

Se quem vive é e quem está morto foi, a vida está relacionada diretamente com existir. Mas a existência não comprova a alma, apenas afirma ao mundo que um corpo conciente vaga pela Terra, cumprindo a sequência humana de crescer, estudar, trabalhar e procriar. Embora não necessariamente nessa ordem.
Mas o "ser", não constitui nenhuma lei, pois é a essencia da alma; são ausentes as caracteristicas fisicas, e presentes a capacidade de reconhecer, não o ambiente que o rodeia, mas os elementos que nele estão contidos.
Portanto, se um ser humano "é", ele sempre será e nunca terá sido. Pois conquistou o direito de "ser" podendo construir para si o mundo ideal de se viver, indestrutivel e eterno. Um mundo que embora muitas vezes não compartilhado, é habitado por seres indiscutiveis e por uma certa magia, que torna real tudo aquilo em que se acredita e faz com que se atinja o limite compreensão do desconhecido, extinguindo o medo.
Pobre são os mortais que procuram entender a essencia da alma, pois há muito mais entre o Ser e o Existir, do que se possa imaginar.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A igualdade das diferenças


Deitada no escuro, todas as formas já se esconderam atrás de cada ponto luminoso que se apagou, sons foram baixando até não mais existirem, eles estavam lá, mas a falta de sua importância, silenciou-os, como a verdade explicita àqueles que não a querem enxergar.
Os olhos já não tem utilidade perante a imensidão obscura que os cerca, mas fechá-los, é algo que convém. Fechados eles não podem enxergar nem ao menos, as formas sombreadas dos objetos, porém, podem ver aquilo que lhes agrada. Podem detalhar uma simples colher, podem até fazer com que a sinta; o metal frio ao primeiro toque e quente, após a condução de calor humano. Podem fazer momentos reviverem de forma tão real, quanto quando aconteceram e, por mais extraordinário que possa parecer, podem fazer desejos se realizarem, podem dar cor, som e cheiro, ao desconhecido.
Duas escuridões semelhantes, embora diferentes.
Seria os olhos o responsável por tanta criatividade? Não, evidentimente, os olhos são apenas portas para um mundo criativo, que está escondido entre a máquina mais perfeita que existe: o cérebro.
O cérebro, capaz de criar qualquer coisa, quando se permite que ele o domine, juntamente com suas emoções mais sobressalentes, o resultado é viver os melhores momentos, nos melhores lugares, com as melhores pessoas, ou, o pior. Cabe a cada um, construir dentro de si, o mundo que quiser.
Mas, seria então um mundo de ilusão? É o que todos um dia se perguntam, e até temem, viver de sonhos, construir um mundo perfeito, para depois vê-lo desmoronar. Porém, cegos por tanta vontade e até por um certo desespero de se agarrar a algo que é confortante, esquecem que, mesmo quando se fecham em suas próprias casas, o resto do planeta está do lado de fora, esperando que saiam, para continuarem as suas vidas.
O que se julga a diferença entre realidade e ilusão, é na verdade uma semelhança, pois mesmo que mundos perfeitos existam dentro de cada ser, ele é capaz de ver o que acontece a sua volta, é capaz de sentir e se preparar para a realidade.
A natureza é simples, se foque em apenas uma atividade, ela será perfeita, mas o mundo a sua volta pode ser destruído enquanto a estiver realizando, mas, ao se focar em uma atividade, podendo enxergar todas, quando terminar, terá o resultado ideal, num mundo propício.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Álbum da Vida



Quando o assunto é vida, um filme se passa diante dos olhos, ela possui imagens, cores, sons, cheiros, sentimentos e recordações. Recordações boas, que deixam saudade, que fazem chorar, quando lembradas depois de muito tempo. E recordações ruins, que causam dor e geram lágrimas no inicio, mas depois, mesmo deixando marcas, cicatrizam.
Logo, toda vida possui um álbum de fotos. No álbum sobre a vida, estão as fotos mais lindas, aquelas em que todos saem sorrindo, ou fazem pose para expressar seus sentimentos. Há também, a coleção de bebezinhos mais lindos que toda família tem, que afinal de contas, inclui todos os bebes. Há as fotos do primeiro dentinho que caiu, dos primeiros passos, daqueles olhos sorridentes e daqueles sorrisos de quem descobre o mundo.
Está incluso, as lembranças do primeiro amor, aquele que quis uma fotografia beijando o rosto, carinhosamente, e os outros amores, aqueles que já não ligam para fotos delicadas, aqueles que querem mais e mais, aqueles que não saem em fotos. E, finalmente, Aquele que aceita todas as vontades, que leva pro altar, promete o mundo e coloca uma aliança como prova de amor.
No álbum sobre a vida, não pode faltar a foto do primeiro filho, nem ao menos dos seguintes. Não pode faltar as lembranças das melhores viagens, aquelas para os lugares mais lindos e encantadores, mais românticos e envolventes. É extremamente necessário acompanhar a vida dos filhos, os momentos mais felizes, os de conquista e descoberta.
Porém, há uma diferença marcante entre o álbum que se faz sobre a vida e o álbum que se tem da vida. No álbum da vida, os bons momentos estão lá, presentes e marcantes. Mas não tão marcantes quanto a primeira decepção, o primeiro machucado feio, a cirurgia de risco, as dores da perda.
Inclui também, todos os arrependimentos e remorsos, todas as lágrimas pelos sofrimentos causados pelos amores, todas as marcas deixadas no íntimo. E aquele dia lindo do casamento, antecipado por uma briga de causar angústia. A dor de se ter um filho, o sofrimento que este causa inevitavelmente, ou até mesmo, a hemorragia de perde-lo. As fotos das melhores viagens, também estão presentes nesse álbum, mas a parte em que o pneu fura, em que há desentendimento e vontade de sair correndo, a parte de não querer mais nada.
Muitas pessoas se apegam a fotografias e fazem dela sua saudade aguda, sem se lembrar de que, a parte da vida que ensina, não sai em fotos e que os melhores momentos, estão no coração, não em um papel.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Dia-a-dia

Chega uma hora, em que os acontecimentos da vida nos atingem em cheio e por mais que se resista a eles, uma parte de nós sempre é atingida. Uma parte que faz falta e que por consequência disso tentamos de todas as maneiras fazer um curativo por cima.
É como se houvesse uma nuvem diante dos olhos, sons e vozes rodeiam o interior dos pensamentos, como se quizessem barra-los por algum motivo. E cada palavra dita é como estar empurrando um elefante em uma subida, em cada pergunta feita, o elefante se torna ainda mais pesado e quando mais força se faz para em empurra-lo, maior é a vontade de deixa-lo rolar para baixo. Porém, a capacidade de permitir que isso aconteça, é quase nula, uma vez que se sabe que ele passará por cima se soltá-lo, apesar, de todos esconderem em seu íntimo, o impulsivo desejo de deixar que ele o faça, de que ele esmague todo e qualquer tipo de pensamento ou sentimento que esteja enfiado dentro do cérebro como um caco de vidro.

E quando preciso das minhas boas e reais palavras, elas não estão aqui para você.
Tudo é muito estranho, e a verdade é que não acredito e ao mesmo tempo, eu sei.

sábado, 31 de maio de 2008

Como um dia de verão


Saudade, para muitos é como o inverno, é como a chuva que cai dos olhos e a desesperança que desce do céu. Mas a única realidade, é que saudade é como um dia de verão. Pode chover, mas a chuva apenas molha o solo que esteve quente, por mais que a chuva aumente, a tranquilidade de que o sol nascerá no dia seguinte, é o que basta.
Como um dia de verão, a saudade molha o rosto, mas escorre o sorriso da alma. A luz do sol reflete a sons, cheiros e sentimentos que passaram rápido, deixando sua sensação morna. Os olhos espelham lembranças, vivas e intensas, vidrados no novo querer, para poder lembrar de novo.
Contudo, nos dias quentes, não basta ter o sol, é preciso absorve-lo e permitir que ele tire a frieza da pele; fugir dele mergulhando em águas profundas, é apenas uma maneira de não compreender que a saudade não é eterna, mas necessária. O próprio mergulho é a prova, o ar uma hora acaba e é necessário que se busque por ele, abraçando a vida, abraçando o gelado sentimento veraneio.
Como um dia de verão, a saudade tem fim, e começa uma nova estação, o ar entra com mais facilidade e o planeta roda mais rápido, envolvendo inexperientes sentimentos, dando aos olhos, outras superfícies para espelhar.



Porém, enquanto o sol ainda faz brilhas as águas, envolvo tudo ao meu redor, buscando ter seu mundo, no meu mundo.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Transição


Quando somos crianças achamos que temos o mundo nas mãos e que podemos controlar tudo. Mas, quando crescemos, descobrimos que o mundo nos tem aonde ele quer, contudo, nós decidimos aonde vamos ficar e o quanto podemos alcançar na vida.
É uma transição que ocorre da quebra da realidade entre dois mundos, no primeiro, há a sensação de conquista todos os dias, de que tudo pode ser conseguido sem que precise de grandes esforços. É aquela situação em que se está em uma balança, e o ar passa com uma velocidade incrível e parece que se pode voar. Então, de repente, aquela confiança na liberdade salta da balança, dando um susto na mãe e causando um olhar de desaprovação no pai. No segundo mundo, não se consegue mais pular da balança em movimento, apenas o desejo, e nada mais.
Quando somos crianças, temos a certeza de que o amor pode controlar tudo, mas por que será que, quando crescemos, queremos controlar o amor? Talvez porque não se acredite mais naquilo que não se pode ver, ou simplesmente, porque a transição causou um devaneio e, a confiança por ele se perdeu no caminho.
Quando se perde aquele lugar onde se acredita em "contos de fadas" e que amores são pra sempre, o que resta é uma passagem entre árvores que bloqueiam o sol. Muitas vezes, a vontade de continuar ali, paradinha na portinha fechada do encantamento, onde há um raio firme de sol, é tentadora. Mas sempre chega o momento em que dar um passo a frente é inevitável e se for pra ficar no escuro, é preferível dar muitos passos a frente, até encontrar brechas de sol. Então, quando se olha para trás, a acolhedora passagem para aquele mundo, ficou para trás.
Quando somos crianças, desejamos crescer, curtir e fazer algo que naquela época chamamos de viver. Quando crescemos, desejamos voltar a ser criança, brincar,confiar e acreditar em algo que naquela época chamamos de saber.