Páginas

quinta-feira, 29 de março de 2012

Pessoal, mudei de blog. 


Para conhecer, clique aqui

sexta-feira, 8 de julho de 2011

BOM DIA!




Beijo na boca. Abraço. Café. Brigadeiro. Misto quente. Musica da Pink. Bate-papo. Jornalismo. Livros de fantasia. Sorriso. Risada. Deitar de conchinha. Correr. Praia. Sol. Sexo. Flores. Palavras.


É fato: pensamentos negativos atraem coisas negativas. Vamos pensar positivo todas as manhãs e quem sabe os nossos dias sejam melhores? Acordei pensando em coisas ruins, e meu dia já começou errado. Agora só vou pensar em coisas boas.

Aproveitando o momento, gostaria de dar um recado:


Para quem decidiu amar, ame com todo o seu coração. Se entregue. Entenda. Seja paciente. Acredite! Quem vive esperando que as coisas deem errado, não aproveita o que está dando certo e, claro, isto é um passo para estragar TUDO.


Para quem decidiu esquecer um amor, siga em frente sem olhar para trás. Não pense muito. Faça coisas que te agrade. Mude, o visual, seu quarto, o que for. Mude alguma coisa. Invente, use a criatividade. Ouça musicas alegres, cante, dance. Não feche o seu coração, abra-o para outras coisas... e pessoas.


Para quem não sabe se vai ou se fica, se decida! Nada causa mais dor do que a dúvida.


É isso.


Bom dia!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A arte de atender


À uma hora da tarde começa a segunda etapa do meu dia, quando começo a realizar minha segunda função, juntamente com uma parte da primeira. Isso se resume em responder e encaminhar e-mails, resolver problemas e entregar resultados de exames. O periodo da tarde passa mais rápido do que a manhã, embora tenha mais coisas para fazer neste outro. Vamos agora a um relato corriqueiro.


Dia 5 de julho de 2011, 14 horas e 20 minutos.

Uma mulher loira, constantemente com ar de apressada, volta para o laboratório pela segunda vez naquele dia. Na primeira, sua amostra não pôde ser aceita por ter ficado mais de doze horas em geladeira.

"Oi. Trouxe de novo a amostra, dessa vez nem ficou na geladeira"

A recepcionista olha com espanto. "Nós só recebemos amostras até às treze horas

"Eu não acredito! É a segunda vez que eu venho aqui hoje! Da primeira vocês não aceitaram porque tinha ficado mais de 12 horas em geladeira e agora não podem mais receber!?"

"Estava escrito no papel de instruções que eu te dei hoje cedo"

"Mas nesse papel aqui está falando até as 16 horas!"

"Só que esse papel é de entrega de resultado"

"Isso devia estar escrito em outro lugar, porque é muito confuso desse jeito!" Vociferou a loira, com ar de quem iria jogar tudo pelos ares.

"Tem uma placa na porta" Acentuou a garota do outro lado do balcão.

"Aah, eu não acredito! Não vou mais fazer esse exame, pode cancelar tudo! Cancela tudo! Eu não vou mais fazer isso, vocês fazem a gente de palhaço?"

Então foi embora, batendo os pés e a porta ao sair. Deixando a recepcionista se perguntando quem era realmente o palhaço da história. Se a loira que, como muitos outros, não leu as placas e as instruções de procedimento que lhe foram entregues, ou a funcionária que não sabe mais o que fazer para eles prestarem atenção nos avisos.




Este acontecimento me faz refletir sobre os hábitos dos Campineiros. A maioria das pessoas que atendo, preferem pedir informação sobre aquilo que desejam à tentar encontrar por si mesmos. Um exemplo: "Aqui faz vacina?", "Faz sim, é no mesmo prédio, mas não é dessa empresa", "Quanto é a vacina da gripe?", "Então, o senhor tem que se informar com eles, não é da nossa empresa", "Ah é? E aonde é?", "Ali, naquela porta atrás do senhor, está escrito SALA DE VACINA, tá vendo? Então, é lá".

Algumas coisas são difíceis de entender, pergunto-me sempre se eu era assim antes de começar a trabalhar aqui, e se isto é algo regional, ou talvez seja uma ilustração da famosa frase "brasileiro é preguiçoso". Você já reparou em algo assim? Também acontece em sua cidade?

Estou pensando em promover um evento: "HOJE É O DIA MUNDIAL DO FAÇA VOCÊ MESMO"


JeHh Bueno

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Luna IV



Havia uma garota ajoelhada em frente a uma velha árvore, de olhos tristes e expressão cansada. Pobre menina-mulher, se pudesse recuperar cada sorriso que perdeu, sem dúvida, os guardaria bem fundo em seu coração. Se pudesse ouvir a voz daquela pessoa especial que se foi, fecharia os olhos e tentaria manter as palavras vivas para sempre. Sei que se você pudesse beber todas as lágrimas que já derramou, seria uma mulher mais completa. Mas não há como voltar atrás, não há como capturar todos os pequenos fragmentos do “novo amor” que voaram para se transformar em “longo amor” e torna-los menos “ideais” e mais “reais”.


Querida menina, se você pudesse acertar sempre, se tivesse o poder de prever o futuro, não sentiria seu coração apertar quando tudo parece estar indo por água abaixo, uma, duas, três; milhões de vezes.


Se tivesse uma máquina do tempo, não haveria ansiedade por um telefonema, medo de certas palavras, erros de amor ou grosseria por desespero. Porém, não há como mudar o que a vida solidificou, há apenas como ser melhor do que seus erros e mais forte do que seus medos. Basta levantar deste chão, erguer sua cabeça e limpar as suas lágrimas. Há um dia melhor, um momento melhor e uma grande alegria por trás desses minutos impertinentes por quais está passando.


Mulher boba, garota forte, a única coisa que você tem agora é o presente e, pelo menos, dez oportunidades de mudar a sua vida com uma escolha. Não ligue para o que os outros dizem, porque de nada servirão as regras quando o tempo acabar e todos os seus sonhos se tornarem inatingíveis. De nada servirá o orgulho e a experiência dos outros quando for a sua cabeça que estará na forca.






JeHh Bueno

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A saga do Homo-babaca

Quando o homem caminha pelo mundo em busca do sentido da vida, é porque já não tem certeza de quem é e já não dá valor no que tem. Isso acontece quando se escuta todas as vozes invisíveis da sociedade, quando se confunde valores e épocas, fases e momentos.
Tudo o que esse homem encontra, são becos sem saídas. Será que está perdido ou é apenas um Homo-babaca?

Quando um homem no vale da morte escuta um aviso, mas não olha pra trás porque passou o perigo, ele já está convencido de que a mulher é o descanso de um guerreiro ferido. Será que ele é forte ou é apenas um Homo-babaca?

Quando um homem descola uma mulher e na hora de levá-la para cama saca que se deu bem só pela fama, não imagina que essa mulher só quer usá-lo. Que tudo o que ela realmente vê é um rosto bonito e um corpo sexy com bafo de cerveja e barriga de velho. Será que ele é tudo "aquilo" ou é mesmo um Homo-babaca?

E se na hora do conflito, ele diz que não tem nada com isso, caga montes para quem sempre esteve ao seu lado, desmerece quem um dia chamou de grande amigo e engana quem já lhe ofereceu seu coração. Será que ele está errado e é mesmo um homo-babaca?

E quando ele decide se arrepender, mas duvida do seu próprio poder, já está afogado num mar de angústia, cada vez mais irado e encurralado. Odiando-se por seu arrependimento e amando-se por sua humildade, será que ele precisa de ajuda, ou devemos deixá-lo morrer?

Essa é a saga do Homo-babaca. Espécie em extinção...

Espécie em extinção? Que nada, tá crescendo mais que praga!


(Intertextualidade da musica A Saga do Homo-Babaca do Capital Inicial)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Minha vida segundo Capital Inicial

Faça também: Usando nomes de músicas apenas de um artista ou grupo, responda a essas perguntas. Depois, passe para 20 pessoas. Você não pode usar a banda que eu usei. Tente não repetir um título da canção. Repost como "Minha vida de acordo com (nome da banda ou artista)".



Você é um homem ou mulher?
Mulher De Fases

Descreva-se:
Boa companhia Depois Da Meia Noite
Como você se sente?
Psicopata Sob Controle

Descreva o local onde você vive atualmente:
Terra Prometida

Se você pudesse ir a qualquer lugar, aonde você iria?
Monte Castelo

Sua forma de transporte preferido:
O Passageiro

Sua melhor amiga?
Heroína

Você e seus amigos. Como são?
Pássaros De Guerra Sem Direção

Qual é o clima?
220 Volts

Hora do dia favorita:
Todas as Noites

Se sua vida fosse um programa de TV, como seria chamado?
No Mundo Da Lua

O que é a vida para você?
A Vida É Minha (Eu Faço o Que Eu Quiser)

Seu relacionamento:
Será Que É Amor?

Seu medo:
Perguntas Sem Respostas À Portas Fechadas


Qual é o melhor conselho que você tem a dar?
Não Olhe Pra Trás Vamos Comemorar

Pensamento do Dia:
Falar De Amor Não É Amar

Meu lema:
A Saga do Homo-Babaca

Singular

Poderia existir em nosso céu mais de uma lua e uma estrela mais bonita do que o sol.
Poderia existir no mundo, perfumes melhores do que os das flores.
Poderiamos ter em cada um de nós, mais de um coração. Mais de um sorriso.
Poderia haver algo melhor do que abraço, beijo na boca e sexo.

Bom seria se não apenas o açucar adoçasse;
se nem toda onda de água pertencesse ao mar;

Porque assim, caros amantes, não haveria promessas fáceis de amor singular.
Não haveria tão belas comparações e poesias.
Dessa forma, um amor poderia ser como qualquer outro.
E não haveria lágrimas em cada fim dos dias.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

No rádio...

"Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você

Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor"
(Legião Urbana)
Bom seria se ele já pudesse amar como homem.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

One Way



Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois

Mas você lembra!
Você vai lembrar de mim
Que o nosso amor valeu a pena
Lembra é o nosso final feliz
Você vai lembrar...
Vai lembrar...sim...
Você vai lembrar de mim.
(Nenhum de nós)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A realidade

A verdade está aqui, esperando para ser agarrada. Posso dizer que menti para mim mesma, posso dizer que fui boba, que me enganei e que vivi uma ilusão. Contudo, esta seria a mentira mais deslavada que já contei a mim mesma.
A unica verdade é que fui feliz demais, mais do que jamais imaginei que seria. Talvez eu tenha gastado toda a felicidade que estava reservada para toda a minha vida.
E agora é hora de acordar. É agora que devo abrir os olhos e admitir que as luzes já foram acesas para mim há muito tempo.
Não sei o que perdi primeiro, se o seu amor ou o seu carinho. Já não ganho cartas de amor, mensagens para alegrar meu dia. Já não ganho visitas surpresas e flores. Nós nos perdemos. Tenho certeza que há menos de mim para ele do que posso reconhecer.
Perdemos um ao outro durante a jornada, perdemos a paixão. Aonde está a paixão? Aonde está aquela sede incontrolavel que tinhamos um pelo outro? Eu ainda tenho. Ainda quero, ainda desejo e ainda sonho. E ele?
Admito que faz muitas coisas para me agradar, para me ver contente, e é nesse ponto que está minha ruina. Não quero perder o que ainda tenho, mas não consigo esquecer o que já se foi. Digo a mim mesma que posso lutar mais, mais e mais. Pelos dias felizes, pelo amor. Sempre vale a pena lutar por amor. Este é o meu lema.
Ontem me disseram que não preciso mudar, que posso continuar a ser essa pessoa intensa, que se entrega e se dedica a tudo que faz parte de sua vida, porém, preciso conhecer os limites. Será que cheguei no limite agora? Creio que jamais conhecerei limites, simplesmente porque não sei lidar com fins.
Mas os Deuses me deram essa alegria. Os Deuses me deram o amor que eu sempre quis. Tive meus sonhos de menina realizados. Agora é hora de crescer. Agora é hora de ser forte e de encarar que não há mais escolhas.
De encarar que o tempo venceu o amor.

Novembro




Há algo mais forte do que tudo o que podemos imaginar. Você tem medo. Eu sei. Medo de que isso seja algo que você deseje ter para sempre. E ainda há tanto para viver. Hoje ouvi dizer que precisamos cuidar daquilo que amamos, porque no final, quando morrermos, tudo será insignificante, só o que importa é aquilo que fazemos.


Se o amor te assusta, não chame isso que sente por mim de amor. Se me querer for fazer com que você se afaste, não me queira. Apenas fique comigo. Há coisas mais importantes do que substantivos, sei disso porque em alguns momentos, quando olho nos seus olhos, você me diz mais do que poderia dizer em palavras.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

BLOG LINDO

Eu não te abandonei! Só estou super sem tempoo! Amanhã vamos visitar a revista Metropole!! E semana que vem talvez irei pra São Paulo visitar a revista Placar! Eu já disse que amo o jornalismo?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vaca-ovelha

Ela voltou da faculdade no horário de sempre, mas desta vez não desceu na sua casa. Viu-se subindo as escadas do prédio do seu namorado, será que ele já havia chegado? O que diabos ela estava pensando para ir parar ali?

Resolveu que o melhor a fazer era ligar para sua mãe ir buscá-la. Pelo visto ia chover. Enquanto subia as intermináveis escadas, tentou discar os numeros. Mas o celular apagava toda hora, por alguma razão, não conseguia discar e não entendia o que estava acontecendo. Uma confusão de sons a invadiu e por alguns minutos - ou horas, ela não tinha como saber - ficou perdida entre imagens que vinham e saiam de foco antes que pudesse enxergá-las de verdade.

Uma onda fria a invadiu. Medo. Desistiu do celular e olhou a sua volta. Que estranho, não se lembrava de já ter entrado no apartamento. Entretanto, aquela sala não parecia a sala dele, era tão grande e escura. A unica fonte do brilho da lua através da janela. Tentou fazer mais luz com o inutil aparelho em suas mãos, entretanto, ele já não servia nem para isso.

Respirou fundo, incomodada. Teve o pressentimento de não estar sozinha. Tentou acender a luz, e quase praguejou a existencia escrota daquele interruptor inativo. Decidiu que o melhor a fazer era olhar em todos os cômodos para se certificar que havia alguém.

E não precisou andar muito, a mãe dele estava lá.
- Ele já voltou? - Perguntou a garota, apesar de saber a resposta.

A mulher de cabelos escuros se limitou a assentir sem nem mesmo olhá-la. Novidade. Pensou ironicamente a outra, evitando que a palavra sogra tomasse sua mente. Depois de uma inspeção breve pelo resto dos quartos, o encontrou. Bem, não parecia muito seu namorado, não estava dizendo coisas que faziam muito sentido.

Um calafrio a dominou quando pensou que este dia inteiro estava coberto de coisas que não pareciam reais. Segurou a sua mão e decidiu que precisavam sair dali, ir para casa dela, avisar sua mãe que havia voltado da faculdade para casa dele e que estava bem. Céus, quando foi que o mundo se tornou não esquisito?
Entraram num carro, embora ela não se lembrasse de como haviam chegado até ele. Ao seu lado, o garoto sustentava um olhar vago e tentava fazer seu celular funcionar. Inutil. O pai dele dirigia. Como antes, uma sucessão de imagens e sons entranhos tomou conta dela.

- Um sonho! - disse surpresa. Como não havia percebido isso antes?
- O que? - Perguntou o motorista.
- Isso é um sonho, é por isso que as coisas parecem tão esquisitas. Logo tudo voltará ao normal.
- Você está louca - concluiram os homens.
- Ora, e você acha que é possivel que aquela vaca-ovelha seja real?

Eles não responderam. Chegou a hora de descer do carro, mas como descer com aquela vaca do tamanho e cor de ovelha olhando para ela? Parecia que ia atacá-la. É um sonho, disse para si mesma, pode abrir a porta e sair que nada vai te acontecer. Abra a porta Jéssica. Abriu, desceu e caminhou de encontro a sua mãe, que estava parada com o portão de casa aberto.
A vaca-ovelha lhe lançou um olhar mal-humorado, como se dissesse: ei, estou acostumada a dar medo para as pessoas em seus sonhos. Você está estragando tudo. Mas a garota não se importou, precisava contar para mais gente que o mundo estava maluco porque aquilo era um sonho. Só que ninguém quis acreditar.

Depois de mais uma sucessão de acontecimentos irreais, finalmente conseguiu abrir os olhos. Ufa! Estava certa. Olhou no relógio e sentiu um leve mal-humor ao notar que ficou presa em seu pesadelo por 14 minutos a mais do que gostaria. E o seu estado de espirito piorou ao notar que não havia nenhuma mensagem não lida. A mensagem que estava esperando poderia te-la tirado daquela confusão.


Levantou-se sentindo-se derrotada e odiando o dom masculino de manter-se incomunicável por tempo suficiente a deixar mulheres com os nervos à flor da pele.



terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dias

Meu boletim "quase estava certo". Já estou acostumando a ter que refazer o mesmo texto dez vezes, e isso é bom, pois acredito que será assim a minha vida toda. Pelo menos peguei o espírito da cabeça de gravação (a chamada para um boletim ou uma nota), não é assim tão dificil. Na verdade, escrever uma matéria nunca é dificil, o dificil é saber o que precisa estar escrito, a tal da "pegada jornalística".
É engraçado, acredito que a maioria das pessoas que escolheram jornalismo porque se apaixonaram por ele, pensavam que bastava saber escrever um texto para ser excepcional nesse trabalho. E não é que quando chegamos aqui, descobrimos que há muito dentre as entrelinhas! Ok, admito que não esperava por isso. Achei que seria mais fácil, entretanto, estou adorando o desafio.
As vezes cansa, dá um desanimo... Mas com tudo na vida é assim. Mas não vou desistir, nunca vou desistir. Não sou do tipo que aceita fracassar. Até criei um ditado pra minha vida: "Se for pra me apegar, me apegarei ao jornalismo. Porque ao contrário da maioria dos amores, ele não vai me abandonar".
Beijos,
JeHh B.

domingo, 29 de agosto de 2010

Luzes da cidade

Querida amiga,


Já faz tempo que não te escrevo, muito mais tempo que não te vejo. Só não se esqueça que eu sempre sinto sua falta, sempre sentirei. Lamento cada dia que passei sem você quando ainda podiamos estar juntas quase todos os dias. Desperdiçamos muito tempo. Mas a nossa amizade é atemporal, não importa quanto tempo passe, quanto as coisas mudem para nós, o que sentimos uma pela outra sobrevive em qualquer condição. É algo que nasceu conosco.

Sinto falta de ficarmos deitadas no chão tentando entender o mundo. Por que, raios, Deus criou tudo sem explicar? Lembro que sonhavamos em descobrir as respostas para todas as perguntas que tinhamos. Creio que consegui muitas das minhas respostas amiga, porque aprendi que quando a vida não faz sentido, então precisamos criar um sentido para ela. E ele é o real, o verdadeiro, simplesmente porque pensamos que é.

Também criei muitas mentiras para poder dizer que meus sonhos haviam sido realizados. Disso você sabe, não é? Você assistiu quando minha vida virou superficial, ficou ao meu lado e compreendeu que eu precisava passar por isso. As vezes queria ser como você, que não se preocupa com o futuro, que lida da melhor forma com o que tem hoje, sem se preocupar com o "e se...". Você é o meu ponto de equilíbrio, sem a sua presença, as vezes penso que vou ficar maluca.

Sabe que sempre fui ansiosa, que sempre quis fazer uma revolução com tudo o que me parecia estranho. Amiga, lembro-me de ficarmos emocionadas com as luzes da cidade, compartilhavamos a mesma sensação, embora hoje eu ache que por motivos diferentes. Quando via as luzes da cidade, do alto do seu apartamento, sentia necessidade de viver, de fazer as coisas acontecerem. Elas pareciam sussurrar para mim, dizer que o meu lugar não era aquele, não era o de quem ficava esperando que a vida acontecesse.

Aah! Como doía... Olhando para o passado, vejo o quanto eramos ingenuas. Pois veja, agora eu sinto que me tornei uma luz da cidade, agora eu entendo que as coisas dependem de mim e que o mundo é muito maior do que aquilo que meus olhos alcançam. Não sei para onde esse caminho que escolhi vai me levar, portanto, esteja ao meu lado, não me deixe esquecer meus erros, lembre-me sempre das minhas falhas. Lembre-me também que meus maiores sonhos e desejos se realizaram e que, por isso, minhas novas metas também podem ser alcançadas.

Lembre-me que tenho uma história de amor para contar. Se tudo der errado, lembre-me que fui a garota mais feliz do mundo. Você sabe que isso é importante para mim. Aprendi que não posso ter medo do amor, que pode fazer bem se dermos espaço para acontecer... Então, por favor amiga, se tudo der errado, lembre-me que eu vivi um sonho lindo.

Querida amiga-irmã, te deixo aqui, mas somente em palavras. Você está sempre em meu coração e em meus pensamentos. Obrigada por ser aquela pessoa que, gentilmente, não me deixa voar para longe.



Com carinho,
sua amiga de berçario.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Escória cultural

É fato que para cada pessoa na Terra, a vida possui um sentido diferente, assim como não existem duas pessoas iguais, duas crenças com a mesma ideologia. O sentido de viver, seja qual for seu significado morfológico, é uma parte da identidade das pessoas. Diz quem são elas e como encaram o mundo.

Logo, é patente que, assim como uma personalidade não é identica a outra, há divergências quando dois individuos de nações diferentes precisam entender-se e respeitar-se mutuamente.

Para a maioria dos ocidentais, a satisfação resume-se em possuir coisas. Comprar um carro, comprar uma casa, conseguir um emprego, comprar um livro, comprar... Comprar. A felicidade passou a ser sinônimo de conquista, as pessoas gastam a maior parte do tempo fazendo planos sobre as coisas que querem do que as coisas que precisam.

Ademais, como diz Mo Sung*, "não vivemos mais em uma civilização em que se trabalhava para viver, onde as questões econômicas - como trabalho, consumo e acumulação - estavam subordinadas à finalidade de viver bem; mas em uma civilização onde vivemos para trabalhar, ganhar dinheiro e consumir mais".

A busca pelo bem material impregnou-se na cultura do cidente que um dia lutou contra a opressão socialista, dando voz ao liberalismo. Entretanto, ao contrário do que muitos pensam, a vitória do capitalismo não trouxe liberdade. Uma vez que, embora o Estado não ofereça restrição às escolhas particulares de sua sociedade, ela se submete ao poder das empresas.

Afinal, no século XXI, em todas as esquinas, há a exibição descarada das marcas que monopolizam as tendências sociais. E foi a isso que se resumiu a crítica popular, acompanhar tendências. Já há quem diz que os seres humanos estão se tornando consumidores vazios em ideologia, sendo dominados por pedaços de plástico, metal e luz.

Se estão ou não, ainda há de se descobrir, porém, uma questão é evidente: a população, virou público, massa. Algo que se estuda para poder vender produtos. Entrementes, dentro de tudo isso há uma incoerência, afinal, como pode os integrantes da "massa" terem, cada um, um sentido próprio para suas vidas?

É, talvez o mundo não esteja perdido. Talvez não sejam todos vazios em ideologia.

Jéssica Bueno



"Caminho perdido na serra
Caminho de pedra onde não vai ninguém
Só sei que hoje tenho em mim
Um caminho de pedra no peito também "

(Tom Jobim)

*Mo Sung - Educar para reencantar a vida

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quanto mais...

estudo jornalismo, mais me apaixono.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

John Flanagan

Halt encolheu os ombros.
— É a guerra — respondeu ele — o truque é saber quais os riscos tomar.
— E como você sabe disso? — Borsa perguntou-lhe, sentindo que o pequeno barbudo estrangeiro havia ganhado a confiança e a aceitação do Oberjarl e seu Conselho de Guerra.
Halt sorriu enfaticamente para ele.
— Você espera até que acabe e veja quem ganhou — disse — Então sabe que aqueles eram os riscos certos a tomar.
(Ranger - Ordem dos Arqueiros)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Planjemente da Comunicação

Olá queridos leitores silenciosos, cá estou para compartilhar uma pequena experiência.


Tudo começou sábado quando eu e o pessoal nos encontramos na Sergel, para fazer o trabalho de Planejamento da Comunicação, mais precisamente como uma desculpa para tomar um bom sorvete.

O trabalho é uma pesquisa em uma banca de jornal sobre os temas, editoras e periodicidade das revistas e jornais. Escolhemos uma banca bem perto da sorveteria, embora eu ache que se não houvesse uma banca ali, abririamos uma. Nesse dia, salvos ou não, o funcionário da banca disse que apenas o dono poderia nos dar as respostas que precisávamos. Oh! A unica saída foi tomar sorvete mais cedo.

Como resultado, hoje tive que voltar lá para ver se conseguia minhas respostas. E de fato consegui. O dono da banca foi bastante atencioso comigo e, um tanto paciente. Me disse o nome de todas as revistas, separadas em categorias.

De uma forma ou de outra, esperava que teria um pouco de trabalho em conseguir as respostas, a maioria das pessoas não é muito solidária para com jornalistas, quanto mais para estudantes de jornalismo. A boa vontade dele me surpreendeu. Assim como o fato de, delicadamente, ter pulado as revistas masculinas como Playboy, Sexyhot e afins. Considerei tal atitude como um exemplo de respeito.

Não sei porque esses pequenos detalhes tenham me impressionado tanto. Talvez eu esteja acostumada a lidar com pessoas orgulhosas, que me ignoram ou simplesmente me tratam como se eu não merecesse sua atenção. Estou tão preparada para lidar com esse tipo de pessoa que não me preparei para lidar com pessoas solidárias, que ajudam de boa vontade mesmo sem receber nada em troca.

Isso me fez pensar que estou vivendo num mundo duro e me esquecendo que há melhores. Não tenho palavras para descrever o quanto fiquei agradecida e comovida pela forma como aquele homem me tratou. E é isso que eu gostaria de compartilhar com vocês. Hoje senti na prática que educação e boa vontade, se não construir um mundo melhor, ao menos constrói vidas e pessoas melhores. E elas podem fazer a diferença se quiserem.


Eu quero, eu farei.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Livro da vida - Ilha das Flores

Prólogo

"Se todas as coisas
Que falam que são do mal
Não têm sequer um pouco de amor
Então tenho que chegar a algum lugar
E não morrer sem ter o que fazer"
(Legião Urbana)

Capitulo X


Epílogo

sen.ti.do
adj. 1. Magoado, melindrado. 2. Sensível, suscetível. 3. Contristado, pesaroso, triste. 4. Lamentoso, plangente. S. m. 1. Cada uma das funções pelas quais o homem e os animais recebem a impressão de objetos externos por meio dos órgãos apropriados: visão, audição, olfato, gosto e tato. 2. Faculdade de sentir. 3. Maneira de ser compreendido. 4. Interpretação dada a uma palavra ou frase. 5. Lado, direção. 6. Razão de ser, significação. 7. Posição regulamentar (de pé, imóvel, calcanhares unidos, mãos coladas às coxas) tomada pelos militares em certas ocasiões. S. m. pl. 1. Faculdade de experimentar o prazer; concupiscência, sensualidade. 2. As faculdades intelectuais.

Carta ao leitor

Caros leitores silenciosos, trago hoje uma reflexão. O vídeo Ilha das Flores apresenta fatos sobre a realidade e deixa o julgo para que o assistiu. Em discussão sobre ele na faculdade, percebi que cada um o interpretará de uma forma diferente e essa forma não é, necessariamente, certa ou errada, apenas diz respeito à criação e personalidade. Porém, proponho um caminho para refletir: Há um sentido na vida? Há um sentido para a vida?

Será possivel que o significado da vida mude quando se muda o meio social ao qual determinada pessoa está incluida?